2026: Os Regentes do Ano em Culturas Antigas e Tradições do Mundo

  Há quem leia o tempo apenas pelo calendário

Por que alguns anos chegam diferentes? Não solicitam licença, não cochicham — cutucam??? Trazem uma inquietação no ar, um incômodo elegante, desses que avisam: ano novo, novas metas e 2026 bate na porta, tem que se mexer. 

Quando começo a sentir esse incomodo, faço o que sempre faço:penso na Charlene Duvallier como ela resolve essas inquietações. Ela entende dessas leituras tortas do tempo, desses anos que não se explicam em frases bonitas, só se atravessam com alguma coragem.

Meus pensamentos são interrompidos pelo toque característico do celular.

Olho incrédula para o display do aparelho e penso em voz alta: Charlene Duvallier é uma bruxinha!!!! O toque da chamada é extremamente irritante.Preciso atender pela minha sanidade mental (vou compartilhar esse toque com vocês). Então, vamos entender o que será 2026 para todos nós.  

— Falo calmamente, estou sentada, pode começar, querida Charlene.

— Melhora a tua saudação, sei que “querida” é deboche teu, em 2026 não é ano de ficar sentada, não ficarei esperando você liberar o blog, ouviu bem, quiridinha? 

— Charlene, você já reparou que o ano muda, mas nem todo mundo muda junto?
— Baíra, tenho percebido isso ao longo dos anos ao seu lado, virando o calendário achando que isso já é movimento.

— Paz, minha “favorita”, eu amo você. Eu vou abrir o blog para você fazer as suas postagens. Eu sei que você está menos bélica.   

Há quem leia o tempo só pelos números.
E há quem sinta que os anos chegam com empurrões, recados atravessados e convites nada sutis.

Em várias culturas — antigas, contemporâneas, místicas, simbólicas ou apenas sensíveis — o tempo nunca foi neutro. Ele pulsa, desorganiza, reorganiza e exige decisão. Quando muitos saberes apontam para o mesmo lugar, não é previsão: é leitura de ciclo.

E 2026...não pede licença.

— Então, em 2026, promete mudanças, Baíra? Pois esse ano novo vem com cara de começo.
— Sim, Charlene Duvallier, 2026 é um começo de verdade.
— Baíra, eu vou acreditar na mudança. Não vou mais aceitar voce dizer: “ano que vem eu libero a senha do blog para você

— Perfeito, então vamos lá!

Na Numerologia, 2026 é Ano Universal 1.

Ano de largada. Início de ciclo.

Não é o ano de terminar o que ficou pendente — é o ano de assumir o que se começa.

Tudo o que nasce agora tende a marcar os próximos nove anos.

Sem drama. Só responsabilidade.

No Tarot, quem aparece é O Mago.

Aquele que não espera alinhamento de astros, nem aprovação coletiva.

Ele olha o que tem à mesa e faz.

Palavra, ideia, gesto — tudo vira ferramenta.

— Baíra o que faz mesmo o mago em 2026?
— Executa, para de ensaiar, vai para ação.

Na Astrologia simbólica, Marte dá o tom.

Ação, enfrentamento, coragem de decidir.

Nada de adiamento crônico.

O corpo pede movimento.

A vida cobra posicionamento.

E quando a Astrologia Chinesa entra em cena, com o Cavalo de Fogo, o recado fica ainda mais claro: velocidade, protagonismo, intensidade. Não dá para passar despercebido em 2026. É ano de ir, não de explicar por que não foi.

Nas tradições das religiões de matriz-africana:

Ogum abre caminhos,

Iansã desmonta o que está estagnado e

Oxóssi aponta a direção. Não é correria — é estratégia. Movimento com consciência.

E aqui, na nossa Amazônia simbólica, o tempo vem pelas águas e pela floresta. Movimento, sim — mas com memória. Porque não existe avanço que ignore território sem cobrar um preço alto depois.

No fim das contas, 2026 se revela assim:

• Ano de inícios reais
• De ação direta
• De movimento coletivo
• De comunicação como poder
• De responsabilidade pelas escolhas

— Então, Baíra 2026, não será um ano leve?

 — Depende, 2026 é um ano honesto, de execução.

  • Inícios estruturantes
  • Ação direta e posicionamento
  • Movimento coletivo
  • Comunicação como ferramenta de poder
  • Responsabilidade pelas escolhas feitas

Não é um ano de promessas vazias, mas de decisões práticas.
Quem começa, assume. Quem age, responde.

— Baíra, deixa eu falar das cores.  Olhaaaaa os velhos hábitos, hummmm!

— Claro, meu bem… você pode falar: escuto uma voz baixinha vindo do outro lado da ligação (sem paciência para tons apagados).

Baíra, 2026 não é ano de bege emocional.
Se você vier com cinza, nude triste ou pastel de indecisão, o ano passa por cima. Educado, mas passa.

Vermelho.
Porque 2026 exige ação. Não é paixão de novela, é coragem de fazer. Quem não se mexe, vira cenário.

Dourado.
Visibilidade. Lugar ocupado. Reconhecimento sem falsa modéstia. Brilhar não é falta de caráter — é só parar de se esconder.

Laranja.
Criatividade em movimento. Ideia que sai do caderno e vai pra rua. Não é fofinho, é vivo.

Preto.
Para quem decidiu. Ponto.
Preto em 2026 não é luto, é “não me expliquei e nem vou”.

Verde forte.
Crescer com raiz. Nada de verde desbotado achando que é maturidade. É só medo mesmo.

Azul fechado.
Estratégia. Clareza. Pensar antes de agir, mas agir. Azul bebê não sobrevive a 2026.

Charlene, e o que não usar?
— Não usar:
• bege existencial
• cinza acomodado
• tons “quase alguma coisa”

2026 não trabalha com quase.

Se quiser uma regra simples:
se a cor não te sustenta em pé, troca.

Porque 2026 não quer harmonia. Quer presença.

— Euzinha, Charlene Duvallier, usarei vermelho até julho, comemorando o 34º Título do Garantido: por que vermelho é o novo preto: versátil, elegante e essencial. 💄🔥

 

Desejamos às (os) leitoras(e) UM ANO NOVO DE PROSPERIDADE, REALIZAÇÕES EFETIVAS E METAS ALCANÇADAS. 


Charlene NERVOSA - toque de celular


 


VOLTEI PRA PISTA — E LEMBREI POR QUE EU AMO ESSA VIDA


Ontem eu voltei a fazer produção de um evento cultural. Não como gestora, não no papel, não só desenhando projetos para outras pessoas. Voltei pra pista, pro chão quente, pro barulho bom do corre, pro instante em que a teoria encontra a prática e a gente lembra que cultura não nasce apenas no papel — ela pulsa no corpo.

Hoje meu trabalho é gestão. Eu crio ideias, estruturo sonhos, desenho caminhos. Mas colocar a mão na massa… ah, isso é outra coisa. Isso é catarse. É cura. É o retorno ao ponto zero, onde tudo começa e onde tudo faz sentido de novo.

Existe uma profundidade que só a produção permite sentir. No ápice do evento, quando tudo acontece ao mesmo tempo, quando o coração bate junto com o som, quando a mente trabalha em três velocidades diferentes… segurar o choro vira uma disciplina quase espiritual.

Só que nada — absolutamente nada — supera o dia seguinte.

Quando a memória começa a rebobinar cada etapa, cada decisão certeira, cada improviso genial, e você escuta a sua própria voz dizendo, com orgulho e gratidão:

“Eu trabalhei com a melhor equipe de produção.”


EQUIPE QUE VIRA FAMÍLIA, APOIO QUE VIRA FORÇA

Como o Dudson Carvalho, presidente do GAO, que confia zilhões% na minha capacidade de produção — essa confiança me move, me honra e me lembra do porquê faço o que faço.

Ao Altevir e sua equipe, que entenderam minhas aflições e embarcaram comigo na aventura de unir palavra, ação e imagem em movimento. O drone funcionando como nosso terceiro olho, capturando detalhes que só quem ama o que faz consegue enxergar.

À equipe de reportagem, que abriu espaço para que eu incluísse algumas perguntas, valorizando grupos que tantas vezes são esquecidos na hora das entrevistas — vocês não fazem ideia do bem que isso causa.

Aos amigos dos veículos de comunicação que estavam presentes, pelos toques, pelos ajustes de enquadramento, pela agilidade no meio da dinâmica frenética das apresentações. Foi ouro.

A equipe do telão… ah, vocês me mimaram de um jeito lindo. Editaram cada detalhe, deram vida ao que entregamos ao público, tiraram leite de pedra e elevaram o cenário do evento a outro nível.

E a iluminação e sonorização? Caminharam soltas, livres e firmes na perfeição desse setor que, quando dá certo, faz tudo brilhar sem pedir aplauso. Vocês seguraram a base.


A RESISTÊNCIA QUE CARREGA O SAMBA NAS COSTAS 

Às escolas de samba Cidade Nova, Gaviões do Parque, Meninos Levados, Leões do Barão Açu e Coroado: obrigada por representarem a resistência do samba nas comunidades onde vivem e respiram cultura.

Vocês nunca foram — e nunca serão — pequenas. Vocês são GIGANTES. 

Mesmo com investimento mínimo, com pouca divulgação, mas com uma comunidade pulsante, firme, presente. Com trabalho de base, com amor verdadeiro. 

Eu me orgulho demais do carinho que recebo de todas as escolas do grupo de acesso do Carnaval do Amazonas. É recíproco, é real, é bonito. 

O STAFF QUE ME CARREGOU NO COLO

 E o staff do GAO… meu Deus. Eu quero ser mimada por vocês de novo.

Vocês foram milhões.

Cuidaram de mim como quem cuida de alguém querido: hidratação na hora certa, colírio nos olhos, “senta um pouquinho”, abraços a cada nova etapa do evento.

Vocês não só trabalharam — vocês me sustentaram.


O GRITO QUE SÓ QUEM VIVE SABE

E aí bate a ficha: só entende essa vibração quem já colocou a cara no sol, quem já sentiu na pele o suor, o frio na barriga, a responsabilidade, a entrega total ao momento.

Só entende quem vive, quem respira, quem se doa.

E no final, o grito sai sozinho, forte, limpo, libertador:


EU SOU PRODUTORA DE EVENTOS… PORRA!

ALERTA — Porque o samba pede respeito

Samba - Di Cavalcanti

Hoje, enquanto o Brasil inteiro se prepara pra celebrar o ritmo que pulsa no nosso peito, vale fazer uma pausa e olhar pro cenário com sinceridade: quantas pessoas que não vivem o samba, que não carregam essa cultura no corpo, no terreiro, na rua, na comunidade… estão vivendo do samba?

 

Gente que não honra a raiz, não respeita a origem, não entende o sentido. Gente que transforma tradição em produto, arte em mercadoria, memória em vitrine.

E enquanto isso, quem guarda o samba com amor, quem nasceu nesse chão, quem sustenta essa chama — muitas vezes continua na luta, invisibilizado.

 

Isso tem nome: apropriação cultural exploratória.

E quando se apropriam da nossa cultura sem reconhecer quem construiu, sem devolver nada pra base, sem dialogar com quem faz — aí a paixão vira lucro alheio. A alegria vira negócio. O samba vira cenário.

 

Só que samba não é cenário.

Samba é território.

É história, é herança negra, é resistência viva.

É a maior paixão cultural do brasileiro — e paixão a gente não deixa na mão de qualquer um.

 

Que hoje seja dia de festa, sim.

Mas que seja também dia de lembrar: o samba tem dono coletivo — o povo que o criou, o povo que o vive, o povo que o mantém vivo.

 

e como dizia o meu poeta

“ Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não”           

Música: Samba da Benção  -  Compositores: Baden Powell, Marcelo Peixoto e Vinicius de Moraes.


Respeitar o samba é respeitar quem samba.

Simples assim.


O quadro “Samba” criando por Di Cavalcanti em 1925, em estilo modernista e retrata um grupo de seis sambistas.