Ontem eu voltei a fazer produção de um evento cultural. Não como gestora, não no papel, não só desenhando projetos para outras pessoas. Voltei pra pista, pro chão quente, pro barulho bom do corre, pro instante em que a teoria encontra a prática e a gente lembra que cultura não nasce apenas no papel — ela pulsa no corpo.
Hoje meu trabalho é gestão. Eu
crio ideias, estruturo sonhos, desenho caminhos. Mas colocar a mão na massa…
ah, isso é outra coisa. Isso é catarse. É cura. É o retorno ao ponto zero, onde
tudo começa e onde tudo faz sentido de novo.
Existe uma profundidade que só a produção permite sentir. No ápice do evento, quando tudo acontece ao mesmo tempo, quando o coração bate junto com o som, quando a mente trabalha em três velocidades diferentes… segurar o choro vira uma disciplina quase espiritual.
Só que nada — absolutamente nada — supera o dia seguinte.
Quando a memória começa a rebobinar cada etapa, cada decisão certeira, cada improviso genial, e você escuta a sua própria voz dizendo, com orgulho e gratidão:
“Eu trabalhei com a melhor equipe de produção.”
EQUIPE QUE VIRA FAMÍLIA, APOIO QUE VIRA FORÇA
Como o Dudson Carvalho, presidente do GAO, que confia zilhões% na minha capacidade de produção — essa confiança me move, me honra e me lembra do porquê faço o que faço.
Ao Altevir e sua equipe, que entenderam minhas aflições e embarcaram comigo na aventura de unir palavra, ação e imagem em movimento. O drone funcionando como nosso terceiro olho, capturando detalhes que só quem ama o que faz consegue enxergar.
À equipe de reportagem, que abriu espaço para que eu incluísse algumas perguntas, valorizando grupos que tantas vezes são esquecidos na hora das entrevistas — vocês não fazem ideia do bem que isso causa.
Aos amigos dos veículos de comunicação que estavam presentes, pelos toques, pelos ajustes de enquadramento, pela agilidade no meio da dinâmica frenética das apresentações. Foi ouro.
A equipe do telão… ah, vocês me mimaram de um jeito lindo. Editaram cada detalhe, deram vida ao que entregamos ao público, tiraram leite de pedra e elevaram o cenário do evento a outro nível.
E a iluminação e sonorização? Caminharam soltas, livres e firmes na perfeição desse setor que, quando dá certo, faz tudo brilhar sem pedir aplauso. Vocês seguraram a base.
A RESISTÊNCIA QUE CARREGA O SAMBA NAS COSTAS
Às escolas de samba Cidade Nova,
Gaviões do Parque, Meninos Levados, Leões do Barão Açu e Coroado: obrigada por
representarem a resistência do samba nas comunidades onde vivem e respiram
cultura.
Vocês nunca foram — e nunca serão — pequenas. Vocês são GIGANTES.
Mesmo com investimento mínimo, com pouca divulgação, mas com uma comunidade pulsante, firme, presente. Com trabalho de base, com amor verdadeiro.
Eu me orgulho demais do carinho que recebo de todas as escolas do grupo de acesso do Carnaval do Amazonas. É recíproco, é real, é bonito.
O STAFF QUE ME CARREGOU NO COLO
Vocês foram milhões.
Cuidaram de mim como quem cuida de alguém querido: hidratação na hora certa, colírio nos olhos, “senta um pouquinho”, abraços a cada nova etapa do evento.
Vocês não só trabalharam — vocês me sustentaram.
O GRITO QUE SÓ QUEM VIVE SABE
E aí bate a ficha: só entende essa vibração quem já colocou a cara no sol, quem já sentiu na pele o suor, o frio na barriga, a responsabilidade, a entrega total ao momento.
Só entende quem vive, quem respira, quem se doa.
E no final, o grito sai sozinho, forte, limpo, libertador:
EU SOU PRODUTORA DE EVENTOS…
PORRA!

Você é maravilhosa demais Lydia Lucia, você merece todo o carrinho e atenção. Sucesso e prosperidade sempre.
ResponderExcluirVc é uma pessoa incrível, muito sucesso.
ResponderExcluirParabéns, continue firme.
ResponderExcluirMuito sucesso Lydia!!!