2026: Os Regentes do Ano em Culturas Antigas e Tradições do Mundo

  Há quem leia o tempo apenas pelo calendário

Por que alguns anos chegam diferentes? Não solicitam licença, não cochicham — cutucam??? Trazem uma inquietação no ar, um incômodo elegante, desses que avisam: ano novo, novas metas e 2026 bate na porta, tem que se mexer. 

Quando começo a sentir esse incomodo, faço o que sempre faço:penso na Charlene Duvallier como ela resolve essas inquietações. Ela entende dessas leituras tortas do tempo, desses anos que não se explicam em frases bonitas, só se atravessam com alguma coragem.

Meus pensamentos são interrompidos pelo toque característico do celular.

Olho incrédula para o display do aparelho e penso em voz alta: Charlene Duvallier é uma bruxinha!!!! O toque da chamada é extremamente irritante.Preciso atender pela minha sanidade mental (vou compartilhar esse toque com vocês). Então, vamos entender o que será 2026 para todos nós.  

— Falo calmamente, estou sentada, pode começar, querida Charlene.

— Melhora a tua saudação, sei que “querida” é deboche teu, em 2026 não é ano de ficar sentada, não ficarei esperando você liberar o blog, ouviu bem, quiridinha? 

— Charlene, você já reparou que o ano muda, mas nem todo mundo muda junto?
— Baíra, tenho percebido isso ao longo dos anos ao seu lado, virando o calendário achando que isso já é movimento.

— Paz, minha “favorita”, eu amo você. Eu vou abrir o blog para você fazer as suas postagens. Eu sei que você está menos bélica.   

Há quem leia o tempo só pelos números.
E há quem sinta que os anos chegam com empurrões, recados atravessados e convites nada sutis.

Em várias culturas — antigas, contemporâneas, místicas, simbólicas ou apenas sensíveis — o tempo nunca foi neutro. Ele pulsa, desorganiza, reorganiza e exige decisão. Quando muitos saberes apontam para o mesmo lugar, não é previsão: é leitura de ciclo.

E 2026...não pede licença.

— Então, em 2026, promete mudanças, Baíra? Pois esse ano novo vem com cara de começo.
— Sim, Charlene Duvallier, 2026 é um começo de verdade.
— Baíra, eu vou acreditar na mudança. Não vou mais aceitar voce dizer: “ano que vem eu libero a senha do blog para você

— Perfeito, então vamos lá!

Na Numerologia, 2026 é Ano Universal 1.

Ano de largada. Início de ciclo.

Não é o ano de terminar o que ficou pendente — é o ano de assumir o que se começa.

Tudo o que nasce agora tende a marcar os próximos nove anos.

Sem drama. Só responsabilidade.

No Tarot, quem aparece é O Mago.

Aquele que não espera alinhamento de astros, nem aprovação coletiva.

Ele olha o que tem à mesa e faz.

Palavra, ideia, gesto — tudo vira ferramenta.

— Baíra o que faz mesmo o mago em 2026?
— Executa, para de ensaiar, vai para ação.

Na Astrologia simbólica, Marte dá o tom.

Ação, enfrentamento, coragem de decidir.

Nada de adiamento crônico.

O corpo pede movimento.

A vida cobra posicionamento.

E quando a Astrologia Chinesa entra em cena, com o Cavalo de Fogo, o recado fica ainda mais claro: velocidade, protagonismo, intensidade. Não dá para passar despercebido em 2026. É ano de ir, não de explicar por que não foi.

Nas tradições das religiões de matriz-africana:

Ogum abre caminhos,

Iansã desmonta o que está estagnado e

Oxóssi aponta a direção. Não é correria — é estratégia. Movimento com consciência.

E aqui, na nossa Amazônia simbólica, o tempo vem pelas águas e pela floresta. Movimento, sim — mas com memória. Porque não existe avanço que ignore território sem cobrar um preço alto depois.

No fim das contas, 2026 se revela assim:

• Ano de inícios reais
• De ação direta
• De movimento coletivo
• De comunicação como poder
• De responsabilidade pelas escolhas

— Então, Baíra 2026, não será um ano leve?

 — Depende, 2026 é um ano honesto, de execução.

  • Inícios estruturantes
  • Ação direta e posicionamento
  • Movimento coletivo
  • Comunicação como ferramenta de poder
  • Responsabilidade pelas escolhas feitas

Não é um ano de promessas vazias, mas de decisões práticas.
Quem começa, assume. Quem age, responde.

— Baíra, deixa eu falar das cores.  Olhaaaaa os velhos hábitos, hummmm!

— Claro, meu bem… você pode falar: escuto uma voz baixinha vindo do outro lado da ligação (sem paciência para tons apagados).

Baíra, 2026 não é ano de bege emocional.
Se você vier com cinza, nude triste ou pastel de indecisão, o ano passa por cima. Educado, mas passa.

Vermelho.
Porque 2026 exige ação. Não é paixão de novela, é coragem de fazer. Quem não se mexe, vira cenário.

Dourado.
Visibilidade. Lugar ocupado. Reconhecimento sem falsa modéstia. Brilhar não é falta de caráter — é só parar de se esconder.

Laranja.
Criatividade em movimento. Ideia que sai do caderno e vai pra rua. Não é fofinho, é vivo.

Preto.
Para quem decidiu. Ponto.
Preto em 2026 não é luto, é “não me expliquei e nem vou”.

Verde forte.
Crescer com raiz. Nada de verde desbotado achando que é maturidade. É só medo mesmo.

Azul fechado.
Estratégia. Clareza. Pensar antes de agir, mas agir. Azul bebê não sobrevive a 2026.

Charlene, e o que não usar?
— Não usar:
• bege existencial
• cinza acomodado
• tons “quase alguma coisa”

2026 não trabalha com quase.

Se quiser uma regra simples:
se a cor não te sustenta em pé, troca.

Porque 2026 não quer harmonia. Quer presença.

— Euzinha, Charlene Duvallier, usarei vermelho até julho, comemorando o 34º Título do Garantido: por que vermelho é o novo preto: versátil, elegante e essencial. 💄🔥

 

Desejamos às (os) leitoras(e) UM ANO NOVO DE PROSPERIDADE, REALIZAÇÕES EFETIVAS E METAS ALCANÇADAS. 


Charlene NERVOSA - toque de celular


 


VOLTEI PRA PISTA — E LEMBREI POR QUE EU AMO ESSA VIDA


Ontem eu voltei a fazer produção de um evento cultural. Não como gestora, não no papel, não só desenhando projetos para outras pessoas. Voltei pra pista, pro chão quente, pro barulho bom do corre, pro instante em que a teoria encontra a prática e a gente lembra que cultura não nasce apenas no papel — ela pulsa no corpo.

Hoje meu trabalho é gestão. Eu crio ideias, estruturo sonhos, desenho caminhos. Mas colocar a mão na massa… ah, isso é outra coisa. Isso é catarse. É cura. É o retorno ao ponto zero, onde tudo começa e onde tudo faz sentido de novo.

Existe uma profundidade que só a produção permite sentir. No ápice do evento, quando tudo acontece ao mesmo tempo, quando o coração bate junto com o som, quando a mente trabalha em três velocidades diferentes… segurar o choro vira uma disciplina quase espiritual.

Só que nada — absolutamente nada — supera o dia seguinte.

Quando a memória começa a rebobinar cada etapa, cada decisão certeira, cada improviso genial, e você escuta a sua própria voz dizendo, com orgulho e gratidão:

“Eu trabalhei com a melhor equipe de produção.”


EQUIPE QUE VIRA FAMÍLIA, APOIO QUE VIRA FORÇA

Como o Dudson Carvalho, presidente do GAO, que confia zilhões% na minha capacidade de produção — essa confiança me move, me honra e me lembra do porquê faço o que faço.

Ao Altevir e sua equipe, que entenderam minhas aflições e embarcaram comigo na aventura de unir palavra, ação e imagem em movimento. O drone funcionando como nosso terceiro olho, capturando detalhes que só quem ama o que faz consegue enxergar.

À equipe de reportagem, que abriu espaço para que eu incluísse algumas perguntas, valorizando grupos que tantas vezes são esquecidos na hora das entrevistas — vocês não fazem ideia do bem que isso causa.

Aos amigos dos veículos de comunicação que estavam presentes, pelos toques, pelos ajustes de enquadramento, pela agilidade no meio da dinâmica frenética das apresentações. Foi ouro.

A equipe do telão… ah, vocês me mimaram de um jeito lindo. Editaram cada detalhe, deram vida ao que entregamos ao público, tiraram leite de pedra e elevaram o cenário do evento a outro nível.

E a iluminação e sonorização? Caminharam soltas, livres e firmes na perfeição desse setor que, quando dá certo, faz tudo brilhar sem pedir aplauso. Vocês seguraram a base.


A RESISTÊNCIA QUE CARREGA O SAMBA NAS COSTAS 

Às escolas de samba Cidade Nova, Gaviões do Parque, Meninos Levados, Leões do Barão Açu e Coroado: obrigada por representarem a resistência do samba nas comunidades onde vivem e respiram cultura.

Vocês nunca foram — e nunca serão — pequenas. Vocês são GIGANTES. 

Mesmo com investimento mínimo, com pouca divulgação, mas com uma comunidade pulsante, firme, presente. Com trabalho de base, com amor verdadeiro. 

Eu me orgulho demais do carinho que recebo de todas as escolas do grupo de acesso do Carnaval do Amazonas. É recíproco, é real, é bonito. 

O STAFF QUE ME CARREGOU NO COLO

 E o staff do GAO… meu Deus. Eu quero ser mimada por vocês de novo.

Vocês foram milhões.

Cuidaram de mim como quem cuida de alguém querido: hidratação na hora certa, colírio nos olhos, “senta um pouquinho”, abraços a cada nova etapa do evento.

Vocês não só trabalharam — vocês me sustentaram.


O GRITO QUE SÓ QUEM VIVE SABE

E aí bate a ficha: só entende essa vibração quem já colocou a cara no sol, quem já sentiu na pele o suor, o frio na barriga, a responsabilidade, a entrega total ao momento.

Só entende quem vive, quem respira, quem se doa.

E no final, o grito sai sozinho, forte, limpo, libertador:


EU SOU PRODUTORA DE EVENTOS… PORRA!

ALERTA — Porque o samba pede respeito

Samba - Di Cavalcanti

Hoje, enquanto o Brasil inteiro se prepara pra celebrar o ritmo que pulsa no nosso peito, vale fazer uma pausa e olhar pro cenário com sinceridade: quantas pessoas que não vivem o samba, que não carregam essa cultura no corpo, no terreiro, na rua, na comunidade… estão vivendo do samba?

 

Gente que não honra a raiz, não respeita a origem, não entende o sentido. Gente que transforma tradição em produto, arte em mercadoria, memória em vitrine.

E enquanto isso, quem guarda o samba com amor, quem nasceu nesse chão, quem sustenta essa chama — muitas vezes continua na luta, invisibilizado.

 

Isso tem nome: apropriação cultural exploratória.

E quando se apropriam da nossa cultura sem reconhecer quem construiu, sem devolver nada pra base, sem dialogar com quem faz — aí a paixão vira lucro alheio. A alegria vira negócio. O samba vira cenário.

 

Só que samba não é cenário.

Samba é território.

É história, é herança negra, é resistência viva.

É a maior paixão cultural do brasileiro — e paixão a gente não deixa na mão de qualquer um.

 

Que hoje seja dia de festa, sim.

Mas que seja também dia de lembrar: o samba tem dono coletivo — o povo que o criou, o povo que o vive, o povo que o mantém vivo.

 

e como dizia o meu poeta

“ Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não”           

Música: Samba da Benção  -  Compositores: Baden Powell, Marcelo Peixoto e Vinicius de Moraes.


Respeitar o samba é respeitar quem samba.

Simples assim.


O quadro “Samba” criando por Di Cavalcanti em 1925, em estilo modernista e retrata um grupo de seis sambistas.


20 de novembro — Memória, Luta e Caminho

 

Lydia Lucia 


Hoje não é apenas uma data marcada no calendário.

É uma convocação.

É memória viva que respira em cada passo que damos.

É chão que arde e sustenta.

A história do povo negro no Brasil é feita de resistência contínua — desde os quilombos que desafiaram a lógica da escravidão até cada corpo que hoje ocupa espaços antes negados. E eu falo disso também a partir da minha própria pele - as Lúcias -, da minha descendência africana  e da força que recebo da minha ancestralidade. Sou filha da fé de matriz africana e sou cuidada por minha mãe Oxum, que me reveste de doçura, me guia com sabedoria e me enche de bondade e crença em dias melhores. Carrego comigo memórias que não vivi, mas que me atravessam; vozes antigas que sussurram coragem; caminhos abertos por mãos que lutaram muito antes de eu existir. A minha existência é continuidade dessa história — e é por ela que sigo firme.

 

Mas, apesar das conquistas, o caminho ainda é longo.

O racismo não desapareceu — só se sofisticou.

Ele está nas oportunidades que não chegam, nas portas que demoram a abrir, nas violências que insistem em nos atingir, na desigualdade que muitos insistem em chamar de “normal”.

A liberdade que celebramos é real, mas ainda não é completa.

E é por isso que o 20 de novembro importa tanto.

Porque lembrar a luta é honrar quem veio antes, fortalecer quem está aqui agora e abrir caminho para quem virá depois.

É reafirmar que nossa história não começou na escravidão — ela começou na África, em civilizações de grandeza, espiritualidade e conhecimento, e segue viva em cada gesto nosso.

 

Que a gente nunca perca a indignação.

Que a gente mantenha acesa a coragem.

Que a gente continue construindo uma sociedade onde a igualdade não seja promessa — seja prática, seja lei, seja vida.

 

Hoje é dia de memória, orgulho e compromisso.

E eu sigo acreditando: enquanto houver voz, movimento, fé e ancestralidade, nada silencia um povo que sabe de onde veio e sabe exatamente onde quer chegar.

 

O antídoto da comparação - Como transformar a inveja em consciência e crescimento espiritual

 

A inveja, conforme Sebastián de Covarrubias, gravura século 16

Tem dias em que a gente sente o peso de olhares que não dizem nada, mas dizem tudo. Já vivi isso. E, se for sincera, também já me vi do outro lado — comparando, duvidando de mim, me perguntando por que o outro parecia ir mais rápido.

A inveja tem esse poder silencioso de corroer a paz, tanto de quem sente quanto de quem recebe.

Com o tempo, entendi que a inveja não nasce do mal, mas da falta. Da falta de amor próprio, de fé no próprio caminho, de reconhecimento pelas pequenas vitórias. Quando a gente não se vê com ternura, é fácil achar que o brilho do outro apaga o nosso.

Falo disso não pra apontar, mas pra lembrar: cada um tem sua hora, seu ritmo, sua graça. E quando o coração aceita isso, o olhar muda. A inveja perde espaço. O que sobra é admiração, inspiração e um tipo de paz que só quem se reencontra entende.

A inveja é uma dor disfarçada de comparação.
Ela nasce quando o olhar se desvia do próprio caminho e se fixa no que o outro vive, tem ou representa. No fundo, o invejoso não deseja o bem do outro nem o mal em si — ele sofre por não reconhecer o próprio valor. A origem da inveja está na desconexão com o propósito pessoal, na falta de gratidão e na ilusão de que a felicidade do outro rouba a sua.

Do ponto de vista espiritual, a inveja é um desequilíbrio energético.
Enquanto o amor expande, a inveja contrai. Ela drena a força vital de quem a sente, alimentando sentimentos de escassez e inferioridade. E quando não é curada, transforma-se em amargura, sabotando as bênçãos que poderiam chegar.

Para quem é alvo da inveja, o impacto também é real — mas diferente. O olhar invejoso pode pesar, sim, mas só encontra morada onde há brechas: medo, insegurança, dúvida. Por isso, o melhor escudo é a vibração elevada. A pessoa centrada, grata e em paz com seu propósito não se contamina facilmente.

A cura da inveja começa com o autoconhecimento.
É reconhecer a dor da comparação e transformá-la em inspiração. É admirar sem desejar substituir. É perceber que cada alma tem seu tempo e sua medida. Quando o espírito entende isso, o coração descansa — e o olhar volta a ser luz, não sombra.

Hoje, a inveja não me atinge. Ela se desfaz antes de me tocar, porque o que me sustenta é verdade, propósito e fé. Estou guardada por minha mãe Oxum — e nas águas dela, encontro paz, mesmo quando o mundo tenta agitar.

 

***A explicação da gravura e do conceito geralmente gira em torno das seguintes características simbólicas:

  • Personificação Feminina: A Inveja é frequentemente personificada como uma figura feminina, muitas vezes com uma aparência doentia, pálida ou macilenta, para refletir como esse sentimento corrói a pessoa por dentro.

  • Serpentes e Veneno: Um símbolo comum na iconografia da inveja são cobras ou serpentes, que podem estar enroscadas em seu corpo, saindo de sua boca ou peito, ou a amamentando. Isso representa o veneno da malícia, a natureza peçonhenta do sentimento e como ele envenena a alma e a mente do invejoso.

  • Coração Devorado: Em algumas representações, a figura da Inveja está devorando seu próprio coração, simbolizando que o sentimento destrói a própria pessoa que o sente, causando-lhe sofrimento e infelicidade ao ver a felicidade alheia.

  • Olhar Oblíquo ou Desviado: A Inveja pode ser retratada com um olhar de soslaio, incapaz de olhar diretamente para o bem ou a felicidade dos outros, ou com os olhos vendados/cegos para sua própria condição, ou ainda com olhos que choram e cobiçam.

  • Fogo ou Chamas: Às vezes, elementos de fogo ou chamas aparecem, indicando a paixão ardente e destrutiva do desejo desordenado pelo que o outro possui. 


  • "Se gostou, não se esqueça de compartilhar este post com seus amigos."

 


Paulo Silveira - "Paulinho"

 

Desta vez o a ligação que me leva ao blog não veio Charlene Duvallier, mas de André Siqueira – meu amigo Dedé.

- Oi amor, demorei um tempo até chegar a você, mas o Paulo está internado, em estado muito grave na UTI do 28 de agosto,

- Minha reação foi de choque. Com um esforço enorme para processar a informação parti para a negação.  Isso é golpe! Vou esperar o próximo passo em silencio. Demorei segundos (que pareciam horas quilométricas) ao ouvir a voz tremula de André, entendi que tudo era verdade.

Minha memória me levou para o nosso último encontro… estava perdida no bairro Alvorada (como sempre) e liguei para Paulinho dizendo estar em uma padaria próxima da casa deles e queria vê-los. Coincidência, os dois estavam a caminho da padaria e gargalhada coletiva pelo encontro não programado. Paulo tirou onda … “Bi, para de arrumar desculpas para caçar no bairro da gente.”

Paulinho me falou dos perrengues de saúde desde o festival de Parintins e que ainda estava se recuperando por causa da dificuldade de diagnostico diante dos sintomas variados que estava sentido: dor no corpo, fraqueza nas pernas, dificuldade na fala e na respiração. Claro que veio as fofocas, as tretas e as piadas com a vida dos outros “amigos” ausentes na conversa.

Eu conheci Paulo em 1997. Naquele ano estava MAG, e ele fazia parte da coordenação do Comando Galera do Garantido em Manaus. A ironia ácida de Paulo, casou imediatamente com a minha... riamos à toa, riamos de todos, inclusive de nós mesmos. Entretanto, a força de trabalho de Paulo só era menor que o amor dele pelo Garantindo.  Não tinha tempo ruim, chuva, falta de transporte, falta de material para que o fizessem parar ...  A Galera estaria presente onde fosse necessário.  

Nossa AMIZADE progrediu, ultrapassando os movimentos bovinos. Paulinho se transformou um companheiro constante em minha vida pessoal, na minha rotina diária e na minha vida espiritual. Nos víamos frequentemente… sempre com muita gargalhada, sempre com um lanchinho que ele reclamava, colocava defeito para comer e isso demorava horas, de agonia.

Ao lado de Paulinho, estabeleci vínculos afetivos significativos; seu parceiro André, o meu designer preferido, Regilene Rios (minha gay), a nossa cantora número 01, Paulão, meu escudeiro fiel, Felipe Júnior, um menino que vi crescer com qualidade, Juan, o calmo (só que não), Denison Bentes e tantos outros.  Com Paulinho no grupo, até mesmo nossas viagens a Parintins eram sempre um grande evento, nada era calmo, silencioso ou normal.

Paulinho, ainda é difícil acreditar que o Paulinho se foi. Fica um silêncio estranho nos lugares onde ele costumava estar — aquele jeito leve de falar, o riso fácil, a presença que juntava gente.

Estou em outra cidade – Taperoá _PB, mas quando Dedé pediu meu abraço, meu coração congelou... liguei imediatamente para Séfora e disse: 

Recebemos retorno imediato de: 

KÁTIA BRITO

LUIZ PEREIRA

FÁBIO CARDOSO

BRUNA ABECASSIS

MESSIAS ALBUQUERQUE

DÉBORA ALBUQUERQUE

KAREN PONTES

DANIEL SILVA

WELCIANE SILVEIRA

CLAUDIA SANTOS

ANA LÚCIA HOLANDA

MARCELO CAVALCANTE

ALINE NEVES

CLEISE MARQUES

ALBIA NEVES

DIOGO SANTANA

FELIPE JÚNIOR

DAYVID NORONHA

SÉFORA MOREIRA

Amigos e amigas que nesse momento da despedida perdoem os pecados, todas as dívidas, as mágoas e se unam em oração para que o caminho do Paulinho seja iluminado no caminho da Paz. Agradecendo de coração a todos que se uniram nesse momento tão duro. Cada contribuição, cada mensagem, cada gesto ajudou a dar ao Paulinho uma despedida digna, cercada de carinho, e ao André Siqueira um acalanto em ver o quanto o seu companheiro era querido.

A dor está sendo processada, meu espaço está cada vez menor e mais vazio. Não esqueça, você que leu até aqui esse texto saiba que EU TE AMO!

 


A todas as formigas de FOGO como eu…

                       Foto: Teka Prado - Asscom MAG

Uma vez ouvir de um presidente do Garantido: é impossível “administrar paixão” talvez seja mesmo…, mas sei que é possível alimentar paixão.

Continuo em êxtase com o crescimento em vários pontos da apresentação do Boi Garantido nesse 2025, conseguimos levantar a cabeça, olhar para fora do aquário, respirar com menos dificuldade.

um delicia foi o álbum musical de 2025 foi  "DUCA"... ouvimos as 19 toadas, na boa. Aceitamos os convites de todos os eventos do Garantido, nos enfeitamos para a festa e  fomos para Alvorada e envolvemos Parintins em nosso Mar Vermelho.

Fomos crédulos nas promessas da nossa diretoria de que o Boi do Povo, o Boi do Povão seria um grande espetáculo… e foi! No que foi possível, ser grande. No que foi possível ser cobrado, cobramos... a credibilidade foi uma rede cipó favorável, diminuimos o " fogo amigo". 

O momento é de gratidão… saímos fortalecidos deste festival, deixamos de ser o lado pobre do festival de Parintins. Fomos perfeitos? Claro que não. Mas conseguimos entender que a melhoria em nossa casa precisa ser feita, em casa., nada de muto das lamentações 

É hora de criarmos mecanismo para potencializar os talentos da casa, investir em nosso patrimônio imaterial: O TALENTO, chega de importar CV, chega do estrangeirismo que muito nos leva ao erro. “Parintins é dos Parintintins”. Que saibamos dosar as assessorias, mentorias, com capacitação, preparação dos nossos ARTISTAS em todos os setores,  artistas de todos os tamanhos, para um melhor aproveitamento de suas habilidades natas.

Encerrando, quero deixar o meu carinho fraternal ao Denildo Piçanã... vou sentir falta daquela paradinha em minha frente, me jogando no meu colo o dorso do meu amor Garantido. Desejo ao Denison Piçanã uma trajetória de sucesso, que você faça pulsar os nossos corações de maneira tão forte quanto o seu pai sempre o fez.

Garantido um Amor que respeito e cuido com o mesmo zelo de minhas grandes paixões e que sempre são únicas. 

O julgamento fica para os jurados… eles foram os selecionados… as análises internas ficam para o seminário do Boi, lá de fato é o espaço de mudança, ajustes e transformação. 

 

Entrando na polêmica das críticas OFENSIVAS aos itens individuais do Festival de Parintins

 

Em um tempo recente… as toadas de desafios foram proibidas por incitarem a agressividade dos torcedores fora da arena, fechando uma porta poderosa da criatividade poética dos nossos compositores. 

Em um período mais recente ainda, as redes sociais foram usadas para apresentar ao mundo o nosso humor satírico em cima do “contrario”. O melhor do nortista, aquele humor ácido, era rebatido na lata. Uma fase ótima, popularizamos o nosso jeito moleque de “mangar” do outro. Celebrizamos o Olha já?  (O leso querendo aparecer, o leso se fazendo de doido, ou o leso está mentindo na cara dura); assumimos que ser perreché era o que nos fazia diferente, melhor e mais raçudo. “Pára já com a tua cachaça” deixa de ser chato. É sobre isso, o BOM HUMOR. 

Não gosto de comentar sobre os itens individuais em nosso blog, sempre acho delicado colocar na costa de uma pessoa a responsabilidade de uma equipe, pois um item nunca vem sozinho.

Mas, vendo essa virada de chave na maneira como os torcedores de item se comportam nas redes sociais, gostaria de contribuir para elevar o nível da discussão.

A disputa do Festival de Parintins é coletiva. São 21 itens em julgamento.

Os itens individuais são torcedores apaixonados com a responsabilidade da representação, expectativa e medo, muito medo de decepcionar os outros torcedores.

É desleal manchar a história de um item, com coragem de defender as cores do seu Bumbá, quando muitos torcedores não pagam nem o próprio ingresso, para auxiliar o seu Bumbá a pagar uma pena da fantasia do item, quanto mais lutar por um 10 na arena. E aí, o que poderia ser uma provocação, virou uma guerra insana e desnecessária.

Acredito que chegou o momento do Item 06 (amo do Boi) assumir a responsabilidade de ser o dono da fazenda, o pai da sinhazinha o responsável pelo trabalho contando a sua história. Uma vez que, como líder, patrão e senhor, é necessário que os seus feitos sejam divulgados para todos os quatro cantos do mundo.   

É nesse momento do espetáculo que podemos conhecer de fato o Boi Garantido, sob o olhar do DONO, pois até então, na arena, estamos falando das lendas, das figuras típicas, dos rituais, dos itens coletivos, dos individuais e suas representações no contexto artístico da noite. 

 Voltando as redes sociais.

Comentários difamatórios na internet, dependendo do conteúdo da publicação, e podem acarretar em responsabilização civil e criminal. 

Elaboração:

  • Crimes contra a honra:

A difamação, calúnia e injúria são crimes contra a honra, previstos no Código Penal Brasileiro. A difamação consiste em imputar a alguém um fato ofensivo à sua reputação, enquanto a calúnia é imputar falsamente a prática de um crime. A injúria, por sua vez, consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. 

  • Responsabilidade civil:

Além da responsabilidade criminal, a prática de comentários difamatórios pode ensejar a responsabilização civil, com a condenação do autor a pagar indenização por danos morais à vítima, por conta da violação aos direitos da personalidade, como honra e imagem. 

  • Marco Civil da Internet:

O Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil, incluindo a responsabilização dos provedores de serviços por conteúdos ilícitos, como comentários difamatórios. 

  • Procedimento:

Para registrar a ocorrência, é importante reunir provas dos comentários difamatórios, como print screens com a data e hora, e procurar a Delegacia de Polícia Civil, ou uma Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos. A vítima também pode, em alguns casos, notificar o provedor de conteúdo para remoção do conteúdo ilícito. 


Égua da luta!

 


Por Charlene Duvallier.

Genteee, fala sério… quantas crises vamos viver dentro da AFBBG patrocinada pelas redes sociais?  Quantas vozes, disfarçadas de torcedores, decidirão a nossa arena até o festival?

Concordo que o David Assayag fez uma brincadeira provocativa no carnaboi em Parintins, onde as viúvas sem marido fizeram uma “catapulta” ardendo em desejo insano de causar uma explosão no caldeirão vermelho das vaidades da baixa, para jogar um ITEM fora da arena.

Carnaboi - Um evento com mais 30mil pessoas, injetando aproximadamente 6 milhões na economia da cidade, fortalecendo a imagem e cultura dos bois de Parintins no cenário NACIONAL   e o assunto mais comentado é um “olê-lê-lê, ô lá?... e como diria o outro “pqp com farinhadágua” que gente lesa e chata.

Que comédia é essa no Garantido?  As explicações mais esdrúxulas veem à tona para a troca de itens. Relembrando as melhores : 

💔 faltou ensaio; 

💔não respondeu ao WhatsApp; 

💔é parintinense raiz; 

💔tá velho, 

💔tá cansada; 

💔é cego; 

💔é gordo; 

💔é feiinho; 

💔tem nome estranho… 

Porrrrrraaaaaaaannnnn… é isso mesmo???? Qual o critério para ser item no Boi Mais Campeão de Parintins???? 

Quero deixar o meu aviso: vou fazer campanha para item com familiar azulado, casado (a) com contrário (a), amigos íntimos e mais próximos, amantes e toda sorte de laço com os azulados, por favor,  que estejam fora da arena do Garantido em 2025.

Presidente… pelo  amor de Lindolfo, basta dividir para conquistar, se liga, arte da guerra, lembras????  o choro é livre e passa rápido.

“De vermelho e branco não existe solidão”.

 

 

 


"Eminência Parda"

 



O que seria de mim sem o toque especial de Charlene Duvallier em meu celular? Estava eu, a humilde camponesa, preparando um banho premium para uma noite de sonhos e o aparelho celular dispara: atende, atende, não vou parar, atende, atende… então, a voz do além dispara:

— Baíra, você precisa ficar sendo sempre cutucada para falar no Garantido, nessa gestão é? 

— Boa noite, Charlene Duvallier, sim, estou muito bem, saudável e atualizada no beijo na boca.

— Sério, Baíra,  tu te achas a engraçadinha? O choro das viúvas no muro das lamentações virtuais não te incomoda? Pra inicio de conversa me diz como funciona o regime de monarquia parlamentarista?

— Jesusamado, você foi muito longe agora. MONARQUIA, eu não sei, mas A República Parlamentarista foi uma fase do Governo João Goulart, de 8 de setembro de 1961 a 24 de janeiro de 1963, correspondendo a 1 ano, 4 meses e 17 dias (504 dias). Charlene Duvallier, pra puxar monarquia você está querendo ser rainha?  De onde?

— Eu? Tá será lesa? Sou a outra humilde camponesa que insiste em ser tua amiga, mas a minha pergunta vem da curiosidade que me deixa com coceira na língua. Faz um tempo que vejo uma “uma comunicação estranha” para o padrão Garantido, e uns amigos íntimos e discretos disseram o seguinte. Amiga (falsidade eterna) … “O nosso Boi está com um PRIMEIRO-MINISTRO, na cidade Garantido, é um ser onipresente e onisciente, vê tudo, faz tudo e sabe de tudo, vai de A a Z na velocidade da Luz”. 

— Charlene Duvallier, esse povo é recheado da inveja, vai que o rapaz é somente um bom voluntário da associação.

— Baíra, tu tá frescando com a minha paciência, o primeiro-ministro está dando orientação na comissão de artes, (mas nunca cheirou cola nos galpões), na assessoria de comunicação (nunca, jamais, havia escrito um lide), está à frente da administração do boi, (sem muita informação dessa participação) atua também no financeiro (suas planilhas sãos perfeitas, e sabe onde é o “canal”), cria as coreografias de arena, (desempenho físico é o seu forte) e na hora 25 do dia dá uma olhada na área jurídica do Boi, (corre na boca das Charlenes da Ilha, que foi nessa cochilada que aconteceu o Leilão da Universidade do Folclore). Tadinho do super, fazer tudo sozinho é florida mesmo. 

— Charlene Duvallier, pode parar, nós elegemos o presidente dos sonhos, aquele com experiência e liderança de sobra que nunca seria um presidente de fotos em cerimônias.

— Bairá, acorda, para de fazer a sonsa, faz um tempo que nossos presidentes não exercem a presidência. Estamos nas mãos de Eminências Pardas “necessárias” para levar a culpa das incompetências nas administrações dos sonhos das belas adormecidas do Garantido (100 anos roncando alto na floresta). Baíra, meu boi, só tem vermelho na testa, no nariz NÃO!

... Macio feito pelo de coelho
Meu boizinho é todo branco
Só na testa tem vermelho (Toada: Parintins para o mundo – Jorge Aragão/ Ana Paula Perrone)


Voltamos, com mais dúvidas



foto: reprodução das redes sociais 

Cresci ouvindo de minha mãe: “não dê confiança para cachorro, bêbado e criança”. Me fiz de surda no caso da pequena Charlene Duvallier, que não me dá trégua nas escutas de tantas quentinhas… Bom dia, Charlie!

— Baíra, estou com insônia, e daquele jeito.

— Ai, minha N.Sr.ᵃ dos Zumbidos no Ouvido, vou perguntar: Charlene, qual seria aquele “jeito”?

— Fofa, nem vem pagando de sonsa, tu sabes… aquele jeito de fazer o UC cair da bunda…

— kkkkkkkk meu PAIÉTERNO! Que coisa mais chula, mas conta o que te deixa, assim… delicadinha!

— Vamos lá… soube de fonte fidedigna que sim, Livia Cristina sairá mesmo do cargo de porta-estandarte do Garantido, a causa seria ainda a sua INDISCIPLINA, às vezes dizer não é visto como indisciplina mesmo.

Dando sequência ao efeito dominó. A Rainha do Folclore volta a ser Porta Estandarte e vem uma nova Rainha. Perguntas que não querem ficar na boca:

1)      Por que a rainha atual deve voltar a ser porta-estandarte?

2)      E Para que servem os concursos de novos itens?

3)      Quando é que esse povo esquece que o Boi Garantido é uma ASSOCIAÇÃO?

Como associados, precisamos SIM de EXPLICAÇÃO SEMPRE, os diretores (presidente e vice) estão no cargo, nós, os associados, SOMOS. E a promessa de transparência é sobre as decisões que envolvem o Boi de Arena, sim, a gestão compartilhada envolve a tomada de decisão coletiva.

E fechando a minha indignação, na próxima mudança do Estatuto, que volte a proibição de parentes até o terceiro grau na diretoria do Garantido, que a apresentação da relação dos bens dos eleitos seja apresentada em assembleia e disponibilizada aos associados antes e depois do mandato.

Eu só quero saber POR QUE MESMO A LÍVIA ESTÁ SAINDO DO ITEM PORTA-ESTANDARTE?

(...) Minha vó já me dizia para eu sair sem me molhar.  (Como vovó já dizia/ Raul Seixas)

 


O que vai ser desse menino?

 

Estou curtindo a minha ressaca de fim de ano e a minha XPIO liga insistentemente e fala manhosa:

— Baíra, vamos fazer as pazes? Prometo que vou me comportar um pouquinho mais e não tentarei mais roubar a senha do nosso blog.

— Charlene Duvallier, canso de suas promessas, mas vamos fazer as pazes com as bençãos de todos os nossos Orixás e leitores do Blog.

— Então, quero comentar com você sobre a última delação no muro das lamentações feicebuque, o caso DAS NOTINHAS FEIQUE.

— Ai, ai, ai, Charlie, estou fugindo de confusão, mas já que caiu na rede, vamos embalar, conta logo.

— Em dezembro do ano passado (acho muito legal, falar isso… ano passado e isso foi há 04 dias kkk). Uma rede tecida no fio de tucum vermelho andou afirmando que Livia Cristina–atual Porta Estandarte do Boi Garantido, por se manter indisciplinada na evolução, com o Estandarte, porque dançar a menina dança pra carai, estaria fora da arena em 2025.

Calma, que vou falar onde está o feique – essa confidencia teria sido feita pelo presidente do Boi Garantido, ao menino Lucas, o atual (por enquanto) coordenador de itens. 





— Charlene, que tamanha imaturidade desse moço, né?  Mesmo que na pior das hipóteses esse comentário teria sido feito a ele, a confiança do presidente era ouro nas mãos dele.

— Baíra, esse teu verniz de fato me irrita, o que custa dizer: o moço fez a maior cagada e não tem papel higiênico que limpe a diarreia.  Aliás, eu queria mesmo era ler as capturas de tela (os printes), que provam a versão do feique... se você tem, manda pra  gente e nós prometemos proteger a fonte, confia, vai!